quarta-feira, 15 de junho de 2011

Oficina 2

Hoje minha proposta com as crianças da turma, era fazer com que elas percebessem que as letras tem nome e sons diferentes e que quando conhecemos o som a forma de escrever fica ainda mais simples.
Por isso, juntos falamos o alfabeto e repetimos muitas vezes o som que cada letra produz. As crianças acharam muito engraçado, pois em algumas letras é preciso fazer um tipo de careta...
Então a atividade foi:
*No chão estavam espalhadas várias cartelas com figuras diversas, cada criança deveria escolher uma;
*Depois falava o que tinha na sua cartela e tentava descobrir através do som na fala, a letra inicial da palavra;
*Com isso, pegava no alfabeto móvel a letra correspondente e por fim fazia o desenho no cartaz do alfabeto que criamos para expor na sala.
*Mas também todos deveriam registrar os desenhos e a letra inicial individualmente na sua folhinha.

Com esta proposta, além de várias outras coisas, foi possível perceber que através do som da letra fica mais fácil saber qual a letrinha a usar para escrever uma palavra específica. A professora titular da turma usa bastante essa metodologia do som da letra, por isso as crianças já reconhecem melhor e identificam com facilidade as letras e já reconhecem também a escrita de algumas palavras.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Oficina número 1




Esta semana comecei as oficinas com a turma 23, cuja titular é a professora Daiane dos Santos.
Esta primeira oficina, ou jogo-brincadeira, como nomearam as crianças consistiu em :
Jogo do Pin:
1) cada criança pensava em ma palavra, vinha até o quadro e escrivia do jeito que achava que era;
2) junto com turma nós viamos se a escrita estava correta ou se havia algo que não pertencia a escrita da palavra escolhida;
3)após a criança deveria dizer quais eram as vogais e as consoantes da palavra escrita, substituindo uma delas pela a palavra Pin. Por exemplo, na regra consoante, a palavra casa fica Pin- A- Pin- A.
4)todos registram a atividade em sua folha individualmente e quem escreve a palavra também a registra no cartaz para ficar exposto na sala de aula.

Pude notar no meio de tantas crianças singulares que há um desejo único entre eles: aprender a ler e escrever.
E assim como nos afirma Perrenoud (2000), cada aluno cria sua forma de aprender. Cada aluno vivencia a aula em função de seu humor e de sua disponibilidade, do que ouve e compreende, conforme seus recursos intelectuais, sua capacidade de concentração e o que lhe interessa e/ou faz sentido e ainda ao relacionar-se com outros saberes ou com realidades que lhe são familiares ou que consegue imaginar.
E é realmente isso que acontece lá, cada um do seu modo dá conta de começar o processo da leitura e escrita. Cada qual com a sua vontade e interesse, com suas dificuldades e facilidades tornam-se a cada dia seres mais motivados para aprender.

quarta-feira, 13 de abril de 2011


Há muita polêmica sobre métodos de alfabetização, se são inovadores ou tradicionais. Por tanto, apresente aqui alguns daqueles que fazem parte da história da educação:

->Método Sintético: consiste em trabalhar letra por letra e é composto em três etapas:

       1. Alfabético: é ensinado primeiro as letras do alfabeto, depois formam-se as sílabas e por último se constrói as palavras.

       2. Fônico: o aluno parte do som da letra, unindo os sons das consoantes com os sons das vogais.

       3. Silábico: é apresentado primeiramente as “famílias silábicas” para depois formar as palavras que formam um texto.

->Método Analítico: consiste em trabalhar com a palavra completa e também é dividido em três etapas:

       1. Palavração: contato com diversos vocábulos e todos os sons da língua.

       2. Setenciação: inicia-se por frases que são divididas em palavras e depois por sílabas.

       3. Global: enredo composto por inicio, meio e fim sendo ligados por frases.

-> Método Alfabético: consiste em trabalhar com a soletração de sílabas e letras até a decodificação da palavra.

-> Método de Linguagem Total: segue a tese que se aprende lendo. São apresentados aos alunos textos onde o professor lê em voz alta para que eles acompanhem. A criança então conhece a língua escrita, aprendendo as palavras, as sílabas e as letras.

-> Método Construtivista: não segue um material especifico e nem aceita o processo fônico, porém baseia-se no contexto de vida do aluno e tem ações como informar, comunicar, argumentar, compreender e agir.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Projeto de Pesquisa


Monitoria  de março/2011 com a Professora Eliana.
 Após um tempo de observação, aplicação de prática e atualmente de monitoria, parto para o tema de pesquisa que escolhi "O processo de aprendizagem da leitura e escrita no segundo ano da alfabetização."

Agora além de me questionar sobre o assunto, partindo da problematização que cada ser é um sujeito social, cultural e singular, como ocorre o processo de aprendizagem de leitura e de escrita com alunos do segundo ano da alfabetização e como a professora pode intervir com práticas alternativas para auxiliar estas crianças, terei a oportunidade de trabalhar e aprender com elas.

Meus objetivos com a turma são bem claros:

- Procurar compreender como as crianças entre sete e oito anos apropriam-se da leitura e da escrita, saindo de suas prévias hipóteses, para ampliar seus conhecimentos/aprendizagens e se introduzir ao mundo das palavras;

- Refletir sobre as práticas pedagógicas utilizadas pelos professores para valorizar o aprendizado da leitura e da escrita com crianças na fase da alfabetização.

Portanto, me cabe agora aproveitar a oportunidade de ser amiga e professora (mesmo que por pouco tempo) desta turma para levar minha pesquisa adiante.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O ENSINO PRAZEROSO

Durante o período de escolarização somos apresentados a um mundo novo, repleto de novidades e assuntos que nos deixam cada dia com mais vontade de aprender.
O livro “Acervos Complementares: as áreas do conhecimento nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental” levam o professor a refletir sobre diversas maneiras de introduzir um tema de estudo em sala de aula e, além disso, dá dicas e sugestões de livros que possam ser utilizados.
São destacados nesta obra que no 1° ano cabe ser utilizado com os alunos livros que envolvam a parte da alfabetização, assim como livros com diversas linguagens. No 2° ano além da alfabetização já devem ser inseridos livros que enfocam os diferentes conteúdos desta faixa etária e, portanto, no 3° ano já se trabalha com os livros específicos para cada matéria.
Então, destacarei aqui, quais os assuntos mais pertinentes que devem estar presentes na esfera escolar nestes primeiros anos:
*CIÊNCIAS: - considerar a relação da ciência e tecnologia na qualidade de vida da atual sociedade;
                         - compreensão da criança sobre o mundo que a cerca e sobre si mesma (ciclo da vida, sentidos);
                         - noção da diversidade de seres vivos, sua importância para os ambientes naturais, percepção das semelhanças e diferenças entre eles;
                         - desenvolver noções básicas de saúde e cuidado com o corpo;
                         - noção de respeito em relação ao ambiente;
*MATEMÁTICA: - levar os alunos a pensar como se podem resolver problemas;
                         - trabalhar com material concreto, grandezas, medidas, números, lógica, cálculos;
                         - organizar/coletar dados, construir gráficos, fazer comparações;
                         - interação espacial através de formas geométricas, localização, dobraduras;
*HISTÓRIA: - levar em conta os conhecimentos da própria vida com os fatos importantes;
                         - para viver em sociedade é importante perceber as experiências do homem ao longo do tempo;
                         - compreender o passado a partir de referências do presente;
                         - noção do tempo cronológico, trabalhar com calendários, palavras como ontem, agora, amanhã;
                         - valorização das diversas culturas, filmes, danças, histórias familiares;
*GEOGRAFIA: - observar/reconhecer as manifestações da natureza, a apropriação e transformação dela pela ação coletiva do grupo social;
                         - relações sociais com diversas pessoas para ampliar horizontes culturais;
                         - ampliação de espaço físico;
                         - utilizar livros, mapas, maquetes, matérias recicláveis, brincadeiras, imagens para melhor conhecimento;
*LÍNGUA PORTUGUESA: - diversificar o modo de fala e comunicação, aumentar o vocabulário;
                         - trabalhar com diferentes leituras/gêneros (literatura infantil, parlendas, poemas, poesias, músicas, rótulos, jornais...);
                         - letramento de forma lúdica;
                         - utilizar letras, memorização de palavras;
                        - desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita.
*ARTES:        - contextualização histórica, cultural e estética de diversas linguagens;
                         - leitura de texto artístico e estético;
                         - construção, produção e expressão;
                         - artes visuais: promover a aprendizagem quanto à pesquisa e experimentação; imagens fixas ou em movimento (luz, cor, colagem, textura, desenho)
                         - artes cênicas: experimentar os movimentos do corpo, observação dos diferentes ritmos, uso de instrumentos musicais, ouvir e respeitar músicas de diferentes etnias; teatro, dança, música.
Todos esses temas além de importantíssimos para o conhecimento das crianças devem ser abordados de forma intuitiva desde o início da formação escolar, respeitando o momento de todas as crianças, sem desestimular a aprendizagem. Podemos observar que todos os assuntos se entrelaçam em alguns instantes, portanto, não é necessário trabalhar com as áreas do conhecimento em momentos distintos, quando se estuda um caso se utiliza de todas as “matérias” para conhecer o assunto. O livro “Acervos Complementares” nos mostra, ainda, inúmeras publicações literárias que auxiliam o professor a promover o ensino prazeroso.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

AULA PRÁTICA

Após alguns meses lendo, observando, pesquisando, pensando e questionando as diferentes formas de aprendizagens das crianças, nos foi proposto realizar uma intervenção em sala de aula com duas turmas de 1° ano.
A aula deveria ser algo interessante e significativo para os alunos. Segundo o livro A criança de 6 anos, a linguagem escrita e o Ensino Fundamental de nove anos (p.8), a prática de ensino adequada, deverá ser validada e reconstruída a partir do conhecimento que se tem das crianças e dos objetivos do conhecimento, por isso, chegamos a conclusão que utilizar o nome de cada um poderia ser de grande valia.
Portanto, nosso plano de aula foi o seguinte:

DA MALA SAI DE TUDO!
Objetivos: - Identificar/ Reconhecer o próprio nome e local onde nasceram;
                   - Criar espaço para incentivar a imaginação, pensamento e oralidade;
                   - Explorar a motricidade fina;
                   - Associar objetos aos seus nomes.
Atividades:
1) De dentro da maleta surpresa iremos tirar nossos nomes e iremos conversar sobre como é e como se escreve o nosso nome, além de pensar em outras coisas que iniciam com a letra do nome.
A proposta, então, é que cada um encontre em revistas as letras que formam o seu nome, montando uma “plaquinha”.  E que pensem em objetos que também iniciem com esta letra.
2) No chão, colocaremos o mapa do Rio Grande do Sul e com a plaquinha feita anteriormente, identifiquem onde cada um nasceu. Criaremos, então, a legenda deste mapa.
3) Além das pessoas, as coisas também têm nome. Portanto, iremos retirar de dentro da maleta diversos objetos, que os alunos deverão nomear, então, entregaremos o jogo de fichas com as figuras e o nome desses objetos e os grupos terão que encontrar os pares e montar o quebra-cabeça.
Com a mala conseguimos estimular a imaginação das crianças e era visível nos reflexos dos seus corpos que estavam ansiosos para saber o que poderia sair lá de dentro. A cada objeto que tirávamos, o sorriso dos rostos ia aumentando e queriam ver o que mais era capaz de sair de lá. Esta foi uma grande forma de explorar o imaginário de cada um.
Durante o decorrer da aula, podemos observar que todos sabiam a ordem das letras para formar seu nome, também não tiveram dificuldade em procurar, recortar e colar. Neste processo todos iam se ajudando.
A segunda tarefa, de identificar no mapa o lugar onde nasceram, pode-se notar que todos sabiam o nome da cidade, porém nunca tinham se dado conta que mesmo todos agora em Osório, poderiam ter nascido em outros lugares e que estes lugares eram bem próximos da cidade onde moram. Construir a legenda nos levou a um gráfico e a contagem de quantos colegas nasceram em outros municípios.
A última atividade foi a que todos gostaram mais e puderam interagir em grupo. O jogo do quebra-cabeça dos nomes e dos objetos, levou ao raciocínio lógico e rápido, eles montavam, desmontavam, liam, “adivinhavam” pelo desenho, compartilhavam com os colegas, não queriam mais parar de jogar. Como nos afirma o livro Acervos Complementares: as áreas do conhecimento nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental (p.11), com a curiosidade infantil, o jogo, e muitas vezes, a ficção permitem ao aluno um acesso lúdico e interdisciplinar ao objeto de ensino- aprendizagem em questão.
Portanto, a aula ocorreu como o planejado e foi gratificante verificar como cada um reage à determinada atividade e que explorando o pensamento das crianças podemos propor quaisquer atividades que tudo será correspondido.




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Educação Infantil

Considerando que a Educação Infantil tem um papel importante em nossa sociedade atualmente, devemos nos preocupar em saber quais são as principais funções desta educação, para atender a tantas crianças que desde os primeiros dias de vida até aproximadamente os seis anos participam desta vida escolar.
A Educação Infantil precisa de profissionais qualificados para trabalhar, pois é nessa fase que as crianças adquirem conhecimentos sobre o mundo no qual estão inseridos. Portanto, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, descreveu algumas das funções que devem ser asseguradas às estas crianças:
1) Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, confiante em suas capacidades e percepção de suas limitações;
2) Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar;
3) Estabelecer vínculos afetivos e de troca entre adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
4) Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista, interagindo com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
5) Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente, valorizando atitudes que contribuem para sua conservação;
6) Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;
7) Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;
8) Conhecer algumas manifestações culturais, de interesse, respeito e participação, valorizando a diversidade;
9) Propiciar um ambiente rico em experiências necessárias ao desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (educar e cuidar);
10) Promover a ampliação das experiências e conhecimentos dos alunos, estimulando seus interesses;
11) Estimular a criatividade como elemento de auto-expressão; a construção do conhecimento que inclui necessariamente as idéias de descobrir, de inventar, de redescobrir e de criar;
Sabemos que estas funções são essenciais para que ocorra o desenvolvimento integral das crianças pequenas, porém nem sempre são respeitadas ou cumpridas nas escolas de Educação Infantil. Cabe ao professor, destacar seu papel de educador para proporcionar uma melhor educação para seus alunos, utilizando metodologias e projetos significantes que enriqueçam o seu trabalho. As crianças pequenas que em algumas vezes foram vistas como incapazes, quando estimuladas e amadas podem, com certeza, crescer a cada pequena vivência que tenham na escola.


Referências:
Disponível em: http://www.educacao.rs.gov.br/pse/html/educ_infantil.jsp?ACAO=acao4, acesso 28/11/2010.
Disponível em: http://espacoeducar-liza.blogspot.com/2009/02/atividades-de-discriminacao-visual.html, acesso 28/11/2010.
Disponível em: http://www.lardemaria.org.br/conteudo/_objetivos1.htm, acesso 28/11/2010.
Disponível em: http://amoaeducacaoinfantil.blogspot.com/2009/01/objetivos-gerais-para-educacao-infantil.html, acesso 28/11/2010.