terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MOSTRA PEDAGÓGICA



Na manhã do dia 19 de novembro, sábado, ocorreu na escola a Mostra Pedagógica, com o objetivo de expor a toda à comunidade escolar as atividades realizadas durante o ano letivo.

Todas as turmas, de pré a 8° série participaram e puderam mostrar a todos o que aprenderam ou ainda apresentar-se no palco principal da escola demostrando alguma das suas habilidades (dança, teatro, recitar poesias).

Nossa turma expos algumas atividades construídas com a professora titular e no espaço do PIBID colocamos os jogos que brincamos e alguns objetos que serviram de apoio para nossas oficinas. Infelizmente, poucos pais participaram, mas os que vieram puderam assistir as aprendizagens realizadas por seus filhos.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Oficina 16 e 17

Utilizando novamente o método de linguagem total, criei a oficina desses dois dias, para que pudessem ampliar seu vocabulário a partir de uma palavra já conhecida. Além disso, o principal objetivo era escrever de forma correta, ou seja, na linguagem universal, as palavras que tivessem escolhido.

Para começar contei que no caminho para a escola havia encontrado uma caixa. Junto à caixa estava uma história com o título de “A Caixa Maluca – Flávia Muniz” e que sozinha fiquei com medo de ver o que estava lá dentro.

Então, a proposta era que cada um colocasse sua mão dentro da caixa para tentar descobrir com o tato o que se escondia ali. Só depois podia mostrar para o resto da turma o que havia tocado.

No inicio, grande parte da turma estava com medo de por a mão na caixa. Eles estavam mesmo testando sua coragem, mas depois que o primeiro colega tirou da caixa um dado, o medo se transformou em muita curiosidade. E com o objeto já descoberto, o desafio era desenhá-lo e escrever em cada espaço a palavra correta. Depois com cada letra pensar em outras coisas que iniciam com a mesma.




Desenho do dado

D

A

D

O


DINOSSAURO


ANEL

DEDO

ÔNIBUS



A turma leva a sério todas as atividades propostas, mas nessa pude perceber que eles queriam saber mais e conseguir pensar em palavras “difíceis de escrever”.

A única regra do jogo era que não se podia repetir as palavras, se escrevesse anel com A, em outro A não podia colocar a mesma palavra. As crianças podiam consultar os cartazes, o caderno e até os colegas.

Em outras rodadas foram tiradas da caixa: escova, meia, óculos, prendedor, tesoura, cola, boneca, caneta, luva, bola, colher e sapo.

Como as letras A, E e O apareceram muitas vezes já estava difícil pensar em objetos que iniciam com elas, então, uma das crianças disse que escrevendo os nomes de pessoas ainda tinham muitas para colocar.

E eles foram bastante criativos, pensaram em palavras muito diversificadas. E assim se viraram testando, olhando, perguntando e principalmente aprendendo muitas palavras novas.




terça-feira, 25 de outubro de 2011

OFICINA 15

Nesta décima quinta oficina utilizei como recurso seis jogos. Esses jogos eram de níveis da alfabetização diferentes, para contemplar a todas as crianças da sala. A turma se dividiu em grupos e a cada rodada, com tempo determinado, podiam usufruir de um jogo. Antes da turma começar a jogar foi exposto todos os jogos e explicada as regras.

Os jogos eram:

1)      Alfabeto móvel: muitas cartas com as letras do alfabeto e os jogadores desafiavam-se entre si. Um escolhia um número e o outro deveria escrever uma palavra com o respectivo número de letras, por exemplo, 9 = BORBOLETA, 3 = LAR. Assim até o tempo se esgotar.



2)      Memória das Profissões: as crianças deveriam encontrar uma profissão e o instrumento utilizado, como por exemplo, músico = violão, jogador de futebol = bola. Ganharia o jogo quem conquistasse o maior número de cartinhas. Em cada peça do jogo, aparece o desenho e a escrita do que é.



3)      Dominó: peças metade com escrita e outra com desenho. É dada três cartas para cada jogador e a primeira é colocada no centro da mesa, sucessivamente deveriam encaixar outra carta que correspondesse ou a escrita ou ao desenho. Ganha o jogo quem terminar primeiro suas cartas.


4)      Quebra-cabeça: cartas de encaixar a escrita com seu desenho.




5)      Encaixe das sílabas: cartas com desenhos e sílabas separadas, as crianças deveriam encontrar as peças até completar a escrita correta da palavra correspondente ao desenho.




6)      Sabonete do alfabeto: cada jogador ganha 26 cartas do baralho do alfabeto (número de letras do alfabeto) e distribui as cartas com a face sem escrita para cima e cria uma ordem em sua mesa. Um jogador, a escolha do grupo, começa o jogo virando uma carta e escorrega como sabonete para encontrar seu lugar no alfabeto, coloca no lugar e vira outra carta. Quando encontra uma carta que já completou passa para o próximo jogador que faz o mesmo. Ganha o jogo quem colocar primeiro as cartas do baralho do alfabeto em ordem correta.


A turma é bastante participa e adora brincar com jogos, eles discutem em grupo as regras e até criam outras. Estão menos competitivos e se auxiliam quando preciso.

O registro da brincadeira foi feita no caderno, onde deveriam responder a essas três questões: *Com quantos jogos nós brincamos? *Qual o nome do jogo que você mais gostou? *Explique como se joga:

Na última questão as crianças tiveram um pouco de dificuldade, não conseguiam escrever aquilo que haviam vivenciado, foi preciso ajuda-los individualmente. Eles me diziam como jogaram e junto íamos escrevendo o modo de jogar. As três crianças que ainda não escrevem, fizeram o registo com o desenho do jogo e a cópia do nome do mesmo.


OBS: as fotos foram tiradas por uma criança da turma.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

OFICINA 14

Em comemoração ao dia das crianças a oficina de hoje foi uma confraternização com a turma de primeiro ano (que tem como bolsista do PIBID a professora Janaina Martins) juntamente com a minha turma de segundo ano. Para estimular a ludicidade entre eles, nos fantasiamos de bruxa e de Emília.

Nosso principal objetivo era o brincar, se divertir, ser criança e para isso criamos uma caça ao tesouro. Esse tesouro estava escondido dentro da sala e para acha-lo era necessário primeiro encontrar as pistas. As turmas se integraram muito bem e foram juntos a caça. Quem encontrava a dica podia lê-la ou pedir para outra pessoa ler. E quando encontraram o tesouro, todos animados, puderam reparti-lo e comer o seu pirulito.

Depois fomos para a pracinha da escola e brincamos enquanto a Professora Janaina fazia lindas maquiagens nos rostos, fantasiando todos do que quisessem.

As duas turmas se divertiram muito e era possível ver o brilho nos olhos das crianças em perceber o quando ser criança é prazeroso e que pode ocorrer em qualquer lugar.



terça-feira, 11 de outubro de 2011

OFICINA 13







Na oficina de hoje resgatei uma brincadeira antiga e muito boa que exercita o raciocínio rápido e a escrita de palavras múltiplas – o jogo do STOP.

A atividade foi realizada em duplas, onde eles próprios se organizaram, fazendo então que os níveis de alfabetização se misturassem. A regra era escrever com a letra sorteada do alfabeto móvel uma sequência de palavras que iniciavam com a respectiva letra. As crianças escolheram para preencher: NOME, BRINQUEDO, COMIDA, ANIMAL E OBJETO.

O jogo foi de participação intensa e era possível vê-los pensando nas palavras para escrever, a dupla se ajudava e a cada rodada um era encarregado a fazer o registro na folha.

As crianças escreveram palavras simples, mas bem variadas, mostrando que possuem um vocabulário mais amplo. Dois alunos, que ainda não conseguem escrever, não queriam realizar a atividade, então os desafiei a fazer um desenho que iniciava com a letra sorteada e ao lado escrever que letra era. Outra dupla começou a inventar palavras quando não tinham uma resposta. Assim, a turma toda participou ativamente.

Após o jogo, como gostam de calcular, a atividade era resolver “continhas” de soma e subtração e com o resultado escrever uma palavra com o respectivo número de letras.

JOGANDO E APRENDENDO!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oficina 12

Ouvindo o diálogo da turma em alguns dias, percebi que todos gostam de animais, uns tem bichinhos de estimação, outros tem medo e até alergia. Pensando isso e partindo da hipótese de leitura e de escrita criei a oficina de hoje.

Para fazer a aula de uma maneira diferenciada, não usamos as classes como apoio, sentamos no chão e usamos as cadeiras para poder escrever. Isso para as crianças perceberem que um objeto pode ser utilizado da maneira como quiserem, usando a criatividade. E a criatividade era importantíssima para atividade de hoje.

Levei várias fichas que continha à escrita e imagens de animais, cada criança devia escolher uma e fazer a mímica corresponde. Quando a turma descobrisse o que era, então, fariam o registro em suas folhas individuais.

As mimicas foram ótimas, todos tem facilidade na expressão corporal e adoraram o jogo. Analisando as escritas, é possível perceber que apenas quatro crianças ainda não estão na hipótese alfabética, os demais cometeram pequenos errinhos nas dificuldades ortográficas. A turma evolui junto a cada dia.

Oficina 11

Para a oficina de hoje, resolvi levar dentro da bolsa mágica uma surpresa para a turma. Algo no qual me pertence e eu gosto muito. As crianças ficaram loucas para saber o que era, mas antes contei que para aquilo que estava ali, nós íamos construir juntos uma história.

E para construir esta história precisávamos saber o que é preciso para contar uma história e fomos elencando de acordo com que iam falando:

PALAVRAS/ LETRAS - CANETA/ LÁPIS – PAPEL – BORRACHA – CRIATIVIDADE – ATENÇÃO – DESENHOS – PERSONAGENS – AUTOR - TÍTULO

Isso mesmo, o mínimo para começar a escrever uma história.

Então comecei a mostrar pequenas partes do que havia dentro da bolsa mágica. Primeira mostrei um pouco de lã, depois uma fita vermelha, por fim um pedaço de tecido azul e outro branco. E eles iam chutando o que era: Bruxa, Pipa, Palhaço, Roupa até que um dos meninos acertou dizendo que era uma Boneca parecida com o Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo, ou seja, de pano. Tirei da bolsa e todos puderam tocar olhar e revirar.


A turma estava muito agitada, foi preciso parar muitas vezes para que se concentrassem na atividade proposta, e então começou a discussão sobre o que íamos contar na história, os meninos queriam terror, as meninas queriam princesa, mas após decidiram por uma boneca que falava, e a história ficou assim:

A BONECA GISELE
AUTORES: TURMA 23
ERA UMA VEZ UMA BONECA BONITA CHAMADA GISELE.
ELA GOSTAVA DE FLORES E DE ESTUDAR. UM DIA FICOU MUITO DOENTE E NÃO PODIA IR NA ESCOLA E ENM PEGAR FLORES.
NO DIA 5 DE OUTUBRO, ELA FOI NO MÉDICO COM A MÃE E DESCOBRIU QUE TINHA UM BICHO DE PÉ.
ENTÃO O DOUTOR TIROU COM A AGULHA E ELA CHOROU.
NO DIA SEGUINTE, O PÉ DA GISELE SANGROU, A MÃE FEZ CORATIVO, DEU UM BEIJO E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE.

Eles iam falando e eu registrava a escrita no quadro. Então, entreguei uma cartolina para cada grupo e eles deviam registrar a história como quisessem, de um modo que todos que olhassem conseguissem entender. Os grupos foram bem heterogêneos, um deles apenas desenhou a boneca, outro desenhou e escreveu o nome da história com os autores, o terceiro grupo desenhou qualquer coisa e tentou copiar a escrita do quadro, outro escreveu a história bem colorida e o último grupo desenhou em detalhes e escreveram toda história.



Portanto, usando o método analítico global pude criar uma história em conjunto, estimular a criatividade e desenvolver a sequencia de uma história, com ideia de começo, meio e fim.